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O caminho é sempre cheio de surpresas e o medo pode ser cruel ao nos impedir de dobrar uma esquina ou simplesmente passar pro próximo quarteirão.
Por isso ele não deve existir!
E afinal de contas? Eu já conheço bem o caminho!
Não poderia me deparar com nada além de relações paternais de autoridade que tendem a submissão.
Quando o medo não existe, cada esquina faz ressurgir um caráter dominante mais forte e crescente.
E apesar do sadomasoquismo em às vezes querer dar uns passos atrás, sinto que não é em vão acreditar que alguém cuida de mim.
Mas é racional saber que sei me virar sozinho!
Depois de encaixotar tudo, algumas caixas devem ir pro lixo.
Preciso de espaço pro Novo!

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Estive por aí…

Estou por aqui novamente com o rabo entre as pernas.
Será que enquanto estive por aí duvidei que toda a inquietação viraria palavras?
Relendo os textos desse blog é como se olhasse pra um espelho refletindo cada um que fui e o todo que sou.
Vejo a saudade de um céu do passado, os dias passando, a paciência que um dia me coube, histórias que dariam um filme, amigos de mais de anos, sorrisos inocentes, o frio, fantasmas e indagações de um ‘vinte e poucos’, descrições sem censura, objetos que encontrei no caminho, caminhos que jurei ter encontrado, chaves que perdi
Lembrei por quantas vezes e por quantos motivos voltei até aqui pra reconhecer o caminho de volta.
As esquinas são muitas, a cidade é grande e a viagem está apenas começando!

Eu tinha um sonho

Eu era um pequeno garoto sozinho em meu mundo,
que sonhava com uma pequena casa pra mim.
Eu brincava de faz de conta entre as árvores,
levavas cascas e folhas para minha casa e dava risadas na minha linda cama verde!

Eu tinha um sonho
De que eu poderia voar do mais alto balanço
Eu tinha um sonho

Longos caminhos no escuro percorri, pela mata que crescia atrás do parque.
Perguntei a Deus, quem eu deveria ser,
as estrelas sorriram para mim, Deus respondeu em um devaneio silêncio.
Eu orei e adormeci!

Eu tinha um sonho
De que eu poderia voar da mais alta árvore
Eu tinha um sonho

Agora estou velho e me sentindo cinza.
Eu não sei o que dizer sobre esta vida que estou disposto a deixar.
Eu a vivi plenamente e eu a vivi bem, há muitas histórias que eu vivi para contar.
Estou pronto agora, eu estou pronto, eu estou pronto
para voar das mais alta asas!

Eu tinha um sonho!

De volta…

Nos vemos na quinta!
Foi uma das únicas vezes que tive medo
Olha para o lado… vai se distrair
Me dei conta que a luz do sol cobria a superfície terrestre lentamente. Um movimento exemplar de proteção e aconchego; como uma mãe livrando seu filho do mal.
Meu coração bateu mais rápido.
Como o tempo passa!
Uma canção francesa tocava.
Sigo à risca o risco do rastro.
Olha pra frente que atrás tem gente e na frente um cruzamento triplo
os sinais também eram.
Nunca abre, droga, não vai abrir? Finalmente…
Pensava em várias coisas quando o vento gelado me incomodou. Cortava meu rosto como uma navalha fria e densa. Mal podia abrir os olhos.
Mais um sinal não! Passei reto.
Foi quando uma leve brisa quente de aconchego me inundou; como o fenômeno que acontecia lá fora.
O sol que me inspirara escrever agora acordava. Enquanto meu quarto me fazia finalmente dormir.

Um ser de luz

A todos os seres de luz que hoje cantam onde moram as estrelas. Suas vozes continuam sendo ouvidas.

Essas imagens foram gravadas no “Talhadão”. A única cachoeira no Rio Turvo localizada em Duplo Céu, interior de São Paulo. Um lugar lindo que corre o risco de acabar devido a construção de duas usinas hidrelétricas.

No site www.salveoturvo.com.br é possível ajudar com um abaixo assinado contra a destruição. Para que este lugar não fique somente na lembrança.

Se…

Se escrevo é porque sinto
Se eu sinto é porque vivo
Se eu choro, se eu rio
se eu não entendo
se eu compreendo
se eu pergunto
se eu te xingo
se eu te mato
se eu te agarro
se eu te beijo
se eu te sinto;
aí eu me acho.
Vivo e sinto,
sinto e acho
que escrevendo eu descubro
onde é que eu me encaixo.